Além disso, o Departamento de Justiça americano mapeou escritórios de advocacia de cônjuges de ministros, como Viviane Barci de Moraes e Valeska Teixeira Zanin Martins, visando estender sanções financeiras a essas empresas. A justificativa de Trump centra-se em alegações de "censura" e "abuso de poder" pelo STF, mas o governo Lula e o Itamaraty condenam a medida como interferência na soberania brasileira. Agora Notícias Brasil detalha o caso.
O contexto das sanções remonta à relação de Trump com Bolsonaro, fortalecida por aliados como Eduardo Bolsonaro, que busca apoio nos EUA para pressionar o STF. As medidas foram planejadas desde março de 2025, quando assessores de Trump elaboraram um pacote que também pode atingir juízes auxiliares, delegados da Polícia Federal e o procurador-geral Paulo Gonet.
A Casa Branca considera três frentes: a Lei Magnitsky, para sanções econômicas; o "No Censors on our Shores Act", que prevê cassação de vistos; e o "Foreign Corrupt Practices Act", para punir supostas práticas corruptas. A visita de David Gamble, chefe interino de sanções do Departamento de Estado, ao Brasil em 5 de maio, intensificou os temores de escalada. Apesar de a pauta oficial citar combate ao crime organizado, especula-se que reuniões com opositores de Lula abordaram as sanções. O STF reagiu com indignação, classificando a iniciativa como "inadmissível" e uma tentativa de intimidar o Judiciário.
Impactos e Reações no Brasil
As sanções de Trump geraram uma crise diplomática, com reflexos no Judiciário e na política brasileira. No STF, magistrados como Luís Roberto Barroso reforçam a independência da Corte, enquanto medidas de segurança para ministros foram intensificadas. A possibilidade de atingir cônjuges, como as advogadas de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Cristiano Zanin, é vista como uma escalada inédita, já que escritórios como Barci de Moraes e Zanin Martins poderiam perder clientes nos EUA. A oposição, liderada por bolsonaristas, celebra as medidas, com Eduardo Bolsonaro afirmando que elas expõem "abusos" do STF. No entanto, o governo Lula planeja retaliar, avaliando tarifas contra produtos americanos e apoio em fóruns como a OEA. Analistas apontam que as sanções podem enfraquecer acordos bilaterais.
Olhando para o futuro, a crise tende a se aprofundar, com o STF mantendo sua postura firme e o governo Lula buscando apoio internacional para denunciar a interferência. A Casa Branca, por sua vez, pode intensificar sanções se houver reações do Brasil, como alertou Trump em 22 de maio. O Planalto estuda medidas como relatórios detalhados sobre a atuação do STF para esclarecer autoridades estrangeiras, enquanto o Congresso debate respostas institucionais.
A polarização política no Brasil deve crescer, com bolsonaristas explorando o caso para mobilizar sua base e o governo reforçando a defesa da soberania. A situação exige cautela para evitar impactos econômicos, como retaliações comerciais, e preservar a estabilidade institucional. O desfecho dependerá da habilidade diplomática do Brasil e da pressão internacional contra as ações de Trump, que já sancionou figuras como Cristina Kirchner e Karim Khan em contextos similares.
Fonte: Agora Notícias Brasil
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