A morte de Vitória Regina de Sousa, um crime brutal ocorrido na última semana de fevereiro, começa a ganhar novos contornos. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) afastou indícios de violência sexual contra a vítima. De acordo com a perícia, a adolescente de 17 anos foi morta com três facadas. O documento foi encaminhado à Polícia Civil, responsável pela investigação do desaparecimento e homicídio da jovem de 17 anos em Cajamar, na Grande São Paulo.
Um trecho do laudo da Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC), que examinou o corpo da vítima, destaca: "Exame da região genital/perineal sem lesões traumáticas de interesse médico-legal". Ao Correio, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso segue em investigação por meio de inquérito policial conduzido pela Delegacia de Cajamar. O suspeito foi interrogado na noite de segunda-feira (17) e confessou o crime. A autoridade policial aguarda o resultado de alguns laudos e finaliza as diligências para concluir o inquérito.
Ele morava no bairro de Ponunduva, assim como Vitória, que vivia ali com sua família. De acordo com os policiais, Maicol apresentava comportamentos típicos de um stalker, alguém que persegue e observa a vítima de maneira obsessiva. A análise do celular de Maicol revelou que ele visualizou uma foto publicada por Vitória no ponto de ônibus no início da madrugada de 27 de fevereiro — aproximadamente 20 minutos antes de ela descer no bairro onde residia. Para os investigadores, isso pode indicar que ele a abordou durante o trajeto para casa.
"A motivação é um segundo momento. O primeiro momento é colheita das provas, passando por isso, colocando as pessoas na cena do crime, mostrando que realmente são essas pessoas... aí, nós vamos em busca da motivação: o que ocasionou essa morte tão violenta?", afirmou o delegado Luiz Carlos do Carmo, diretor da Polícia Civil da Grande São Paulo, em entrevista ao Fantástico no dia 9 de março.
Uma testemunha relatou ter visto o carro de Maicol próximo ao ponto final do ônibus onde Vitória desembarcou antes de desaparecer. O veículo foi apreendido, e um fio de cabelo encontrado em seu interior passará por exame de DNA para verificar se pertence à vítima, mas o resultado ainda não foi divulgado.
Outra testemunha afirmou ter notado movimentação em frente à casa de Maicol na madrugada de 27 de fevereiro, período em que Vitória seguia a pé para casa. Ele morava a cerca de 2 km da adolescente e, até o momento, é o único apontado como suspeito do crime, embora a polícia ainda investigue a possível participação de outras pessoas.
O corpo de Vitória foi localizado por um cão farejador da Guarda Civil Municipal (GCM) em uma área rural de Cajamar, a cerca de 5 km tanto da residência de Maicol quanto da casa onde ela vivia com a família. O local é cercado por árvores e cortado por estradas de terra, o que dificulta a movimentação na região.
ICL Notícias

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